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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

África do sul, a elegância de seus vinhos atrás da sombra.

     Riquezas naturais, geografia belíssima e alguns problemas político-raciais são os ingredientes do panorama mundialmente conhecido da África do Sul, país que pela excelente qualidade e relação custo-benefício de seus vinhos, integra o seleto clube de produtores de vinhos do chamado Novo Mundo. Com o fim da política do apartheid, os vinhos da África do Sul passaram a ter aceitação internacional. 


                                                                                                                                                        História,
O início da produção vinícola na África do Sul se dá com a chegada dos colonizadores holandeses no século 17, o primeiro vinho da região data de 1659, o que torna a África do Sul a mais antiga região produtora do Novo Mundo. Este vinho é o mítico Vin de Constance, um vinho doce baseado na uva moscatel, que era produzido nas próprias terras do governador. Em 1905 o governo encorajou os produtores a formar uma cooperativa e em 1918 foi fundada a Koöperatiwe Wijnbouwers Vereniging, dando início a uma nova era para os vinhos da África do Sul. Até 1992 a KWV controlou as cotas de plantio como um pré-requisito para uma boa produção.

As Principais Uvas
Pinotage: desenvolvida em 1925 pelo Prof. A.I. Perold, que obteve sucesso no cruzamento da Pinot Noir e da Cinsaut.
Cabernet Sauvignon: não está claro quando esta varietal foi introduzida na África do Sul, mas com certeza vem sendo cultivada na região há longo tempo
Merlot
Riesling Renana: esta nobre varietal produz na África do Sul, vinhos de muito aroma
e sabor, com grande frescor e acidez, além de notável capacidade de envelhecimento
na garrafa.
As Principais Regiões Vinícolas da África do Sul
                                                                                                                                                                    Stellenbosch,
A mais importante e prestigiada região vinícola da África do Sul, onde estão algumas das mais reverenciadas vinícolas do pais e onde foi estabelecida a universidade de Nietvoorbij Institute of Viticulture and Oenology.



                                                                                                                                                                                 Paarl,
Nesta região, o clima é tipicamente mediterrâneo, com longos verões e precipitação pluvial de cerca de 650 mm por ano, não tão elevada quanto em Constantia, mas suficiente para não tornar a irrigação necessária, e esta é com certeza a segunda melhor região vinícola África do Sul.


                                                                                                                                                                       Robertson, 
O distrito de Robertson é conhecido por seu solo rico em calcário, bastante propício ao cultivo de uvas. A temperatura no verão é bastante elevada, com uma taxa anual média de chuva ao redor do 400 mm. Robertson é renomada pela qualidade de seus vinhos, em especial os chardonnay, syrah, e sauvignon blanc.





segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Degustações as cegas e harmonizações com Pinotage Sul-africano e Sauvignon Blanc neozelandês.

   
             Semanalmente realizo degustações com minha adorada esposa, costumamos comprar algumas garrafas com rótulos muito bem comentados, e às vezes nos surpreendemos muito, com grandes vinhos em excelente custo beneficio, e alguns de médio preço, e nem perto do valor dos Grand Crus franceses, os Super Toscanos italianos, vinhos humildes, deliciosos e elegantes, damos nossas notas com caráter absolutamente técnico, todos os vinhos são degustado as cegas. E desta vez passaram pela nossa mesa: Bergkelder Fleur Du Cap Pinotage 2008, e o Vicar's Choice Saint Clair Sauvignon Blanc



 
 Possui uma cor rubi intensa, aroma complexo e diferente porém muito agradável, com uma notável mistura de frutas negras maduras, alcaçuz, pimenta negra. Um vinho bem amadeirado, rústico e muito elegante, no final ele vem com um toque sútil de baunilha e uma excelente persistência aromática. Um vinho que vai muito bem com carnes de caça e cordeiro.





Já esse delicioso e refrescante vinho branco neozelandês, vem mostrando cada vez mais porque veio ao mundo do vinho, um vinho completamente fresco e frutado, um toque marcante que lembra maracujá, maça verde, pêssego e cerejas douradas, um delicioso gosto cítrico, sem contar o caráter mineral que vem com o retro gosto, um vinho que vai muito bem com peixes oceânicos grelhados e queijo de cabra.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Pinotage, e seus segredos.


Pinotage é uma uva tinta surgida em 1925, do cruzamento das castas Pinot Noir e Cinsault (na África do Sul, a Cinsault é conhecida por "hermitage", que explica o porque da palavra "pinotage", combinação de PINOt + hermiTAGE). Saboroso e moderno, com o típico sabor da Pinotage, a mais emblemática uva da África do Sul, este ótimo tinto é elaborado por Beyers Truter, o maior especialista nesta casta. Rico e intenso, um vinho de encher a boca, marcante nas frutas vermelhas, principalmente na amora e cereja, especiárias, tais como pimenta e chocolate, de bastante caráter, é um enorme sucesso, com ótima relação qualidade/preço! O vinho favorito de muitos restaurantes sul-africanos.