sábado, 26 de novembro de 2011

Nozuki Restaurante, apresenta qualidade refinada e atendimento cordial.

O atendimento não foi com a qualidade dos grandes e premiados restaurantes, porém muito honesto e acolhedor. É incrível como em todos os restaurante japoneses que entro para comer, quase nunca encontro o abacate em algum Uramaki, ou até mesmo em um Sushi.



      Meu amigo Arrison Jardel começou com um Sunomono, que por sinal estava muito saboroso, e com as rodelas de pepino muito bem fatiadas.



     Esse foi nosso segundo prato, Uramaki Ebi Salmão, muito delicioso, e a apresentação nem se fala, impecável.



Nosso terceiro prato foi um Ceviche clássico de robalo com cebola roxa pimenta dedo de moça e leite de tigre, muito gostoso, mas na semana passada a apresentação desse mesmo prato havia sido melhor.
 



     Esse Hot Roll foi escolhido pelo capivara, chamado Dragon Hot Roll: Com salmão, camarão com molho tarê e massago vermelho (ovas de massago).



     Bom, esse foi o nosso último prato, um Uramaki chamado Ebi Manga, que foi servido pelo simpático e atencioso Sushiman Igor Santiago.


 Todos os pratos foram acompanhados por um delicioso Sauvignon Blanc da Nova Zelândia, que harmonizou perfeitamente com o Ceviche, e com o Ebi Salmão, mas sem dúvida acompanhou todos os pratos muito bem.

sábado, 15 de outubro de 2011

Como segurar uma taça de vinho.

        Segurar pela haste é o jeito certo. Pois ali você não interfere na temperatura do vinho.








Jeito errado.  









Jeito certo.








quarta-feira, 2 de março de 2011

Itália, regiões vinícolas e enogastronomia da Toscana.

Toscana,                                                                                                                                                                                  
Os vinhos mais importantes produzidos na região da Toscana são os populares Chianti e Chianti Clássico. A maioria destes vinhos pertence ao consórcio Clássico e traz o símbolo do gallo nero (galo preto) estampado no rótulo. Este é de produção da tradicional família que carrega o sobrenome Tuscan, ou Toscano.


Gallo nero,                                                                                                     
A história contada pelo povo de Florença, consta em uma disputa por território entre eles e a cidade Siena, algo em torno do século XIX. Então resolveram fazer uma disputa, onde cada cidade prepararia seu cavaleiro para partir assim que o galo cantar, e quando os cavaleiros se encontrarem, fica denominada a divisão de cidades, mas o gallo nero, bem magrinho e mirrado, cantou umas 2 horas antes, oque tornou as regiões vinícolas de florença muito maiores.

Toscana, uma manhã comum, em suas vinícolas.                                                                                   A região da Toscana é uma das poucas a levar a classificação mais alta na hierarquia das regiões vinícolas italianas, a DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida). O Brunello é produzido com uma única uva, a sangiovese grosso, um potente clone da sangiovese, que produz o famoso Chianti
 

Chianti,                                                                                                                                                 Desde a idade media e nos dias atuais a Toscana é mais conhecida por seus jovens vinhos tintos de mesa, representados principalmente pelo Chianti e por um vinho de primeira grandeza no panorama vinícola mundial, ao sul da Toscana , se produz o tradicional e poderoso Brunello di Montalcino. Os Brunello di Montalcino, são vinhos muito deliciosos e aveludados, também são vinhos um pouco caros, pois a legislação não permite que esses vinhos sejam comercializados antes de 5 anos na vinicola, sendo contado o primeiro dia quando ele entra na barrica, onde descansa por 2 anos, e depois mais 3 anos na garrafa, e somente assim para se chamado Brunello di Montalcino, os mais próximos, e que não aguentam esperar, são denominados como Rosso de Montalcino, são vinhos mais acessiveis, muito saborosos, mas não com a mesma estrutura de um Brunello di Montalcino.
 
Montalcino,                                                                                                                                                                             


Montepulciano,                                                                                                                                                                        


Pisa,                                                                                                                                                                                       
Os vinhos da região da Toscana, se harmonizam muito bem com massas ao molho sugo, pizzas, carnes assadas, aves, carne de porco não defumada, mussarela de búfala e básilico.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

África do sul, a elegância de seus vinhos atrás da sombra.

     Riquezas naturais, geografia belíssima e alguns problemas político-raciais são os ingredientes do panorama mundialmente conhecido da África do Sul, país que pela excelente qualidade e relação custo-benefício de seus vinhos, integra o seleto clube de produtores de vinhos do chamado Novo Mundo. Com o fim da política do apartheid, os vinhos da África do Sul passaram a ter aceitação internacional. 


                                                                                                                                                        História,
O início da produção vinícola na África do Sul se dá com a chegada dos colonizadores holandeses no século 17, o primeiro vinho da região data de 1659, o que torna a África do Sul a mais antiga região produtora do Novo Mundo. Este vinho é o mítico Vin de Constance, um vinho doce baseado na uva moscatel, que era produzido nas próprias terras do governador. Em 1905 o governo encorajou os produtores a formar uma cooperativa e em 1918 foi fundada a Koöperatiwe Wijnbouwers Vereniging, dando início a uma nova era para os vinhos da África do Sul. Até 1992 a KWV controlou as cotas de plantio como um pré-requisito para uma boa produção.

As Principais Uvas
Pinotage: desenvolvida em 1925 pelo Prof. A.I. Perold, que obteve sucesso no cruzamento da Pinot Noir e da Cinsaut.
Cabernet Sauvignon: não está claro quando esta varietal foi introduzida na África do Sul, mas com certeza vem sendo cultivada na região há longo tempo
Merlot
Riesling Renana: esta nobre varietal produz na África do Sul, vinhos de muito aroma
e sabor, com grande frescor e acidez, além de notável capacidade de envelhecimento
na garrafa.
As Principais Regiões Vinícolas da África do Sul
                                                                                                                                                                    Stellenbosch,
A mais importante e prestigiada região vinícola da África do Sul, onde estão algumas das mais reverenciadas vinícolas do pais e onde foi estabelecida a universidade de Nietvoorbij Institute of Viticulture and Oenology.



                                                                                                                                                                                 Paarl,
Nesta região, o clima é tipicamente mediterrâneo, com longos verões e precipitação pluvial de cerca de 650 mm por ano, não tão elevada quanto em Constantia, mas suficiente para não tornar a irrigação necessária, e esta é com certeza a segunda melhor região vinícola África do Sul.


                                                                                                                                                                       Robertson
O distrito de Robertson é conhecido por seu solo rico em calcário, bastante propício ao cultivo de uvas. A temperatura no verão é bastante elevada, com uma taxa anual média de chuva ao redor do 400 mm. Robertson é renomada pela qualidade de seus vinhos, em especial os chardonnay, syrah, e sauvignon blanc.





quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Os vinhos da Alemanha, do céu ao inferno.


                                                                                                                                   História
As origens da viticultura na Alemanha remontam aos Romanos, no século I e os primeiros vinhedos. A Riesling chegou mais tarde, sendo bem documentada sua presença em Rheingau em 1435, foram plantados na margem esquerda do Rio Reno,
Mosel-Saar-Ruwer, assim como para Rheingau.
No auge de seu prestígio, os vinhos do Reno eram vendidos a preços acima dos famosos Premier Crus de Bordeaux. Parecia tudo em perfeita harmonia para as grandes vinícolas dessas regiões, até…


A Lei Vinícola de 1971
  O principal ponto desta lei foi reduzir os 30.000 Einzellagen (vinhedos com denominação própria), para apenas 2600. A lei permitiu que os limites de cada Einzellagen original fossem estendidos até atingir uma área mínima de cinco hectares. A solução, aparentemente eficiente, esqueceu de levar em consideração um fator fundamental para a reputação de qualquer pedaço de terra destinado ao plantio de uvas viníferas, em qualquer parte do mundo: o microclima ou terroir. Dessa forma o resultado foi de induzir o consumidor ao erro. Isto não passou de fraude legalizada.

  
  A Lei Vinícola de 1994
Em 1994, quando a Alemanha foi solicitada para adequar as suas leis às exigências da União Européia, teve a chance de corrigir as falhas gritantes de sua lei de 1971. No entanto, as grandes cooperativas de engarrafadores de vinhos de má qualidade foram mais poderosas e a lei de 1971 foi substituída pela de 1994, ainda pior. As falhas da lei anterior continuaram a existir, uma lei que apenas foi substituida no final do ano de 2001.

 Nova legislação para as vinícolas da Alemanha 2001
Em fim pareçe que tudo está se encaminhando muito bem, foram criados 3 novas classificações para os vinhos da Alemanha, segue em ordem crescente.
Classic, consiste em um vinho seco, onde no rótulo é exibido, região, uva, safra e teor alcoolico.
Selection, consiste em um vinho seco, colheita manual, vinhedos registrados, e no rótulo é exibido, região, uva, vinhedo, safra e teor alcoolico.
Erstes Gewächs, vinhos secos de excelente qualidade, vinhedos classificados, controle de viticultura, analize sensorial da associação e colheita manual, e no rótulo é exibido, região, uva, safra e teor alcoolico.


 
Principais uvas:
Müller-Thurgau
Silvaner
Grauburgunder (Pinot Gris)
Weissburgunder (Pinot Blanc)
Scheurebe, Um bem sucedido cruzamento de Riesling e Silvaner.
Spätburgunder (Pinot Noir)

Principais regiões vinícolas:
                                    Mosel-Saar-Ruwer – Região hoje em dia conhecida apenas como Mosel
                                                                                                                                 Rheingau

                                                                                                                                        Pfalz

                                                                                                                               Ahr Valley


Mapa com as principais regiões vinícolas da Alemanha.

 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O vinho argentino, sem drama.


     1556, em Santiago Del Estero, uma província da Argentina, limita ao noroeste com Salta, onde se plantaram suas primeiras vinhas. Até então era apenas um produto popular nacional, muitas vezes até misturado com água, mas apartir de 1980 a Argentina começou a escrever um importante capítulo no cenário do vinho do novo mundo, com sua emblemática uva Malbec. Hoje em dia se consome cerca de 30 litros de vinho por habitante anualmente na Argentina, somente 26 litros a mais que no Brasil. Por vários fatores se consome muito vinho na Argentina, população de 42 milhões de habitantes, quase 5 vezes menos que no Brasil, diferentes qualidades de vinho, custo benefício equilibrado com economia interna. No final do ano de 2010, a então Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, assinou uma lei oficializando o vinho como o principal produto argentino.

Principais regiões vinícolas
                                                                                                                                                                            Salta,
    Ao norte da Argentina, região muito fria e de vinhos de altíssima qualidade, região também de   vinícolas butiques, pequenas produções de vinhos, muito elegantes e equilibrados, terra da casta torrontes, e também das famosas empanadas salteñas. 

                                                                                                                                                       La Rioja,
                                                                                                                                                                     San Juan,
      La Rioja e San Juan são duas regiões onde mais se encontram vinhos de corte, com certeza as melhores vinícolas são Calia e Grafigna, em minha opinião a região de San Juan tem o melhor Syrah da Argentina.

                                                                                                                                                                    Mendoza,
     Região com invernos rigorosos e verões muito secos, terra de vinhos de grande excelência e complexidade, mas também de rótulos que só levam o nome da região, os melhores vinhos provém de vínicolas mais próximas a cordilheira, então para não errar quando comprar um vinho dessa região, procure pelas produções do lado oeste, quanto mais próximo for da cordilheira, melhor será a qualidade do vinho.

                                                                                                                                                   Patagônia,
     Famosa e antiga região paleantológica da América Latina, também muito famosa por suas deliciosas e suculentas peras, e do famoso Rio Negro, região onde se cultiva muitas uvas, porém o clima é muito mais favorável às castas Pinot Noir e Sauvignon Blanc, e particularmente gosto muito do Pinot Noir da vinícola Humberto Canale, para Sauvignon Blanc adorei o Saurus. 



 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Austrália, o brilho do sol dentro da taça.

     Tudo começou em New South Wales, até chegar em South Autralia, que em 1930 já tinha 75% da produção australiana, Barossa Valley tornou-se seu principal centro de produção. Hoje em dia, muita modernidade e vinhos acessíveis e sedutores, terra onde seus enólogos são chamados de “Flying Winemakers.” Os mesmos viajam o mundo para ensinar suas técnicas de vinificação, mesmo em países com enorme tradição de vitivinicultura, como França, Espanha, Itália, Portugal...

     Na minha opinião são sim vinhos muito complexos e deliciosos, muito frutado e são também muito potentes e alcoolicos, mas também os acho muito parecidos entre si, como se não tivessem diferentes características, são vinhos muito marcantes, de médio para muito corpo, alguns são até um pouco adstringentes, chega a dar aquela sensação de estar comendo uma fruta não madura.

Melhores Uvas
 
Principais regiões vinícolas
                                                             New South Wales

                                                                       Tasmânia

                                                         South Austrália - Barossa valley

Microclimas (terroir) diferenciados.

                                                                        Clare Valley

                                                                    McLaren Valley




quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Os mais famosos mitos do vinho

          E por que não começar pela imagem de Díonisio, conhecido pelos romanos como Baco, Deus dos ciclos vitais, das festas, do vinho, da alegria, mas, sobretudo, da intoxicação que funde o bebedor com a deidade. Filho de Zeus e da princesa Semele, foi o único deus olimpiano filho de uma mortal, o que faz dele uma divindade grega atípica.
  


     Um mito muito famoso é o de abrir uma garrafa de vinho 30 minutos antes de beber para deixá-lo respirar. Na verdade quando você deixa a garrafa sem a rolha, apenas a superfície do liquido entra em contato com o ar, portanto não surtira efeito algum no vinho, melhor decantá-lo para areá-lo. 


  
      Quanto menores forem as bolhas, melhor será a qualidade do espumante. Esse é um dos mitos mais clássicos.  Na verdade o tamanho das bolhas não tem alguma relação com a qualidade do Champagne ou da bebida espumante. Recentemente, em pesquisas realizadas na Universidade de Reims Champagne-Ardenne, pelo professor de ciências físicas, Gérard Liger-Belair, diz que a temperatura e o tamanho das impurezas microscópicas, como linha de pano de prato, influenciam e muito no tamanho das bolhas, Champagne por sua vez somente apresenta suas bolhas dentro da boca.
  


      Países do velho mundo, como França, Itália, Espanha e Portugal, produzem melhores vinhos do que no novo mundo (Chile, Argentina, África do Sul, Austrália, Nova Zelândia, EUA, etc). Isso sim é uma grande bobagem dita pelos antigos e conservadores degustadores de vinhos, sabemos sim que tanto o velho mundo quanto o novo mundo, produzem sim vinhos de baixíssima qualidade, E claro também produzem vinhos de altíssima qualidade.