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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Os mais famosos mitos do vinho

          E por que não começar pela imagem de Díonisio, conhecido pelos romanos como Baco, Deus dos ciclos vitais, das festas, do vinho, da alegria, mas, sobretudo, da intoxicação que funde o bebedor com a deidade. Filho de Zeus e da princesa Semele, foi o único deus olimpiano filho de uma mortal, o que faz dele uma divindade grega atípica.
  


     Um mito muito famoso é o de abrir uma garrafa de vinho 30 minutos antes de beber para deixá-lo respirar. Na verdade quando você deixa a garrafa sem a rolha, apenas a superfície do liquido entra em contato com o ar, portanto não surtira efeito algum no vinho, melhor decantá-lo para areá-lo. 


  
      Quanto menores forem as bolhas, melhor será a qualidade do espumante. Esse é um dos mitos mais clássicos.  Na verdade o tamanho das bolhas não tem alguma relação com a qualidade do Champagne ou da bebida espumante. Recentemente, em pesquisas realizadas na Universidade de Reims Champagne-Ardenne, pelo professor de ciências físicas, Gérard Liger-Belair, diz que a temperatura e o tamanho das impurezas microscópicas, como linha de pano de prato, influenciam e muito no tamanho das bolhas, Champagne por sua vez somente apresenta suas bolhas dentro da boca.
  


      Países do velho mundo, como França, Itália, Espanha e Portugal, produzem melhores vinhos do que no novo mundo (Chile, Argentina, África do Sul, Austrália, Nova Zelândia, EUA, etc). Isso sim é uma grande bobagem dita pelos antigos e conservadores degustadores de vinhos, sabemos sim que tanto o velho mundo quanto o novo mundo, produzem sim vinhos de baixíssima qualidade, E claro também produzem vinhos de altíssima qualidade.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Califórnia, na rota mundial de degustação de vinhos.


      Quem assistiu aos filmes "Sideways" (2004) ou "Bottle Shock" (2008) e ficou com água na boca pode percorrer as rotas traçadas pelos diretores ou fazer o seu próprio roteiro de degustação entre as cerca de 2.700 vinícolas do Estado norte-americano da Califórnia. A combinação de clima e solo faz da região um dos principais destinos do mundo para enólogos e amantes do vinho.

A Califórnia é responsável por 90% da produção de vinho dos Estados Unidos e é a quarta produtora mundial da bebida, depois de França, Itália e Espanha, segundo dados do Instituto do Vinho (Califórnia Wine Institute). Anualmente, o Estado atrai cerca de 20 milhões de turistas para as regiões dedicadas à vinicultura, de acordo com o órgão oficial de turismo, California Travel and Tourism Commission.

Todo esse interesse advém da qualidade do produto fabricado e da grande variedade de uvas cultivadas no Estado —cerca de cem, segundo o Instituto do Vinho. Cada variedade de uva tem aroma e sabor próprios, o que contribui para o resultado final da bebida.

Os vinhos produzidos na Califórnia são classificados, em sua maioria, como de mesa (graduação alcoólica de 10° a 13°), espumante (gaseificado) ou de sobremesa (doce). Chardonnay é o tipo mais popular entre os norte-americanos, respondendo por 19% da venda da bebida nos supermercados e lojas de conveniência do país. Outros brancos também fazem sucesso, a exemplo das variedades zinfandel —típica da Califórnia—, sauvignon blanc, pinot gris, viognier, riesling, moscatel e gewürztraminer. Entre os tintos, a Califórnia produz excelentes vinhos dos tipos cabernet sauvignon, pinot noir, syrah, merlot, zinfandel, grenache, tempranillo, malbec, petite sirah, cabernet franc e sangiovese.

Orgulhosos de sua produção, vinicultores californianos dizem que o Estado é a melhor região do mundo para degustar vinhos. "É preciso viajar por toda a França para conhecer as variedades de uva encontradas na Califórnia", diz Jim Fiolek, diretor executivo da Associação de Vinicultores de Santa Bárbara —uma das mais importantes regiões vinícolas dos EUA. Os microclimas e solos de Santa Barbara fazem da região a mais famosa produtora de chardonnay, pinot noit e syrah do país.

     Onde ir

     Além de Santa Barbara, pelo menos oito regiões californianas se dedicam quase que totalmente à vinicultura —Napa, Sonoma, Mendocino, Russian River, Lake, Amador, Monterey, Santa Cruz, San Luis Obispo. Embora em menor concentração, também abrigam boas vinícolas as regiões de San Joaquin, Sacramento, Marin, Solano, San Diego, Alameda, San Bernardino e Riverside. Com tanta diversidade, fica difícil apontar a melhor região para degustação. Todas têm excelentes vinícolas, e o melhor destino depende da variedade de uva preferida do viajante.

                                          Russian River - Sonoma County/ Califórnia

Quem conhece pouco deve começar a viagem por Napa —região norte do Estado que fica menos de uma hora de carro de San Francisco— ou por Santa Barbara, a cerca de uma hora e meia de Los Angeles. Além de próximas de grandes cidades, as duas regiões têm grande variedade de uva e de vinhos.

                                             Alexander Valley - Mendocino/ Califórnia

A maioria dos fabricantes que organizam tour pela vinícola cobra mais, mas alguns oferecem visitas guiadas gratuitas. Os tours são educativos e mostram as instalações e todo o processo de produção da bebida. Muitos turistas contratam tours particulares e vão até as salas de degustação de limousine, de jeep ou de biblicleta.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Pinot Noir


 
Esta é a uva usada para fazer vinho tinto na Borgonha. É extremamente sensível a condições climáticas, além do seu cultivo ter resultados limitados, tornado-a assim de produção díficil e cara. Sendo raramente misturada a outro vinho, as Pinot Noir fazem um vinho tinto de cor clara e de corpo leve a médio, com um aroma de morango ou mesmo framboesa. Os melhores exemplos do Pinot Noir são os da Borgonha; este são conhecidos como os vinhos tintos mais suntuosos do mundo, mas regiões como a Nova Zelândia e o Oregon nos Estados Unidos estão tendo sucesso com suas produções.

Grenache


Esta uva negra faz um delicioso vinho frutado de alto teor alcóolico e com um aroma de pimenta-do-reino. As uvas tem poucos taninos, portanto geralmente são misturados como uvas mais tânicas como a Cabernet Sauvignon ou a Syrah, que por sua vez contribui para a qualidade dessas duas variedades. O sul da França, a Australia, a Califórnia e a Espanha são as suas principais regiões vinícolas.