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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O vinho argentino, sem drama.


     1556, em Santiago Del Estero, uma província da Argentina, limita ao noroeste com Salta, onde se plantaram suas primeiras vinhas. Até então era apenas um produto popular nacional, muitas vezes até misturado com água, mas apartir de 1980 a Argentina começou a escrever um importante capítulo no cenário do vinho do novo mundo, com sua emblemática uva Malbec. Hoje em dia se consome cerca de 30 litros de vinho por habitante anualmente na Argentina, somente 26 litros a mais que no Brasil. Por vários fatores se consome muito vinho na Argentina, população de 42 milhões de habitantes, quase 5 vezes menos que no Brasil, diferentes qualidades de vinho, custo benefício equilibrado com economia interna. No final do ano de 2010, a então Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, assinou uma lei oficializando o vinho como o principal produto argentino.

Principais regiões vinícolas
                                                                                                                                                                            Salta,
    Ao norte da Argentina, região muito fria e de vinhos de altíssima qualidade, região também de   vinícolas butiques, pequenas produções de vinhos, muito elegantes e equilibrados, terra da casta torrontes, e também das famosas empanadas salteñas. 

                                                                                                                                                       La Rioja,
                                                                                                                                                                     San Juan,
      La Rioja e San Juan são duas regiões onde mais se encontram vinhos de corte, com certeza as melhores vinícolas são Calia e Grafigna, em minha opinião a região de San Juan tem o melhor Syrah da Argentina.

                                                                                                                                                                    Mendoza,
     Região com invernos rigorosos e verões muito secos, terra de vinhos de grande excelência e complexidade, mas também de rótulos que só levam o nome da região, os melhores vinhos provém de vínicolas mais próximas a cordilheira, então para não errar quando comprar um vinho dessa região, procure pelas produções do lado oeste, quanto mais próximo for da cordilheira, melhor será a qualidade do vinho.

                                                                                                                                                   Patagônia,
     Famosa e antiga região paleantológica da América Latina, também muito famosa por suas deliciosas e suculentas peras, e do famoso Rio Negro, região onde se cultiva muitas uvas, porém o clima é muito mais favorável às castas Pinot Noir e Sauvignon Blanc, e particularmente gosto muito do Pinot Noir da vinícola Humberto Canale, para Sauvignon Blanc adorei o Saurus. 



 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Chile, como escolher as melhores castas


     Um sonho para muitos enólogos, um solo livre de Phylloxera, praga que atacou as videiras europeias no século XIX, algo em torno de 1854. O Chile ainda conta com excelentes condições climáticas, barreiras naturais, verões secos e um rigoroso controle fitossanitário.  Muito se engana aquele que diz que a grande novidade chilena é a sua principal uva, ou melhor dizendo, a Carménère, uma casta redescoberta no Chile no ano de 1995, Uma uva que estava extinta na França desde 1860, quando a tão falada Phylloxera dizimou sua espécie, sua principal região de plantio era em Médoc ao norte de Bordeaux.
      Sua redescoberta aconteceu por causa de um enólogo Francês, que estava a estudo no Chile, e notou diversas folhas avermelhadas junto com as verdinhas folhas da casta Merlot.  No Chile não se sabia porque os vinhos feitos com a casta Merlot ficavam muito amargos e adstringentes, não que a Carménère seja uma uva desse potencial, mas sim porque ela tem um amadurecimento mais tardio do que as outras, algo em torno de 15 dias, ou seja, os vinhos feitos com as uvas Merlot estavam sendo feitos mesclados com Carmenéres não maduras.
      E ainda hoje a principal casta chilena é a Cabernet Sauvignon, a Carmenére é apenas uma novidade muito bem elaborada pelos chilenos.





                                                              Melhores regiões vinícolas:
     ACONCAGUA: o vale com o maior conceito de micro terroir (onde se planta uvas tintas e brancas muito bem).



                                                      VALE DO CACHAPOAL, têm a melhor CARMENERE do CHILE.

                                            VALE DO MAIPO, onde se planta a melhor Cabernet Sauvignon do Chile.

                                 VALE DA CASA BLANCA, melhor região para Sauvignon Blanc e Pinot Noir.    


DICAS...

      O Chile ainda provém de outras excelentes regiões vinícolas como, Vale do Maule, Vale do Coricó, vale do Bio Bio e Vale do Colchagua.   
     Já o VALE CENTRAL que engloba quase todas os vales do centro do Chile como, Maipo, Casa Blanca, Colchagua e Cachapoal, já não são vinhos de tão boa qualidade quanto um de vale denominado, pois tudo que provém do Vale Central é apenas uma mescla de uvas de todas essas regiões, e não de uma região específica, ou seja, uma gigantesca produção de vinhos de média a baixa qualidade, tendo que comprar uvas de todas as regiões do Vale Central.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Nova Zelândia

     A Nova Zelândia, pegou todo mundo de surpresa no ano de 1980, quando ainda se falava muito sobre os grandes vinhos da Europa. Mas está certo que muito pouco antes de esse fato acontecer, só se produzia vinhos de garrafão, verdadeiro suco de uva alcoólico Mas hoje em dia muita tecnologia, foi criado Wine Institute of New Zealand, e um estilo único de fazer vinhos elegantes, furtados, aromáticos, refrescantes, são de encher a boca, na região de Marlborough se encontra o melhor sauvignon blanc da Nova Zelândia, alguns já disseram que do mundo.




     Por tanto quando estiver procurando por Sauvignon Blanc da Nova Zelandia, procure pela região  MARLBOROUGH ao norte da ilha sul, próximo de uma região vínicola muito promissora, chamada NELSON.




         Agora se a sua busca for por um adorável e elegante Pinot Noir, com um aroma marcante de cerejas douradas e maracujás, taninos completamente maduros, procure pela região de MARTINBOROUGH localizada em Wellington, no sul da ilha norte.



      Se a sua busca for por um Chardonnay, bem seco, fresco, frutado e com excelente acidez, procure pela região HAWKE'S BAY.



            Ou seja, para Sauvignon Blanc, o norte da ilha Sul, e para Pinot Noir, o Sul da ilha norte.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Califórnia, na rota mundial de degustação de vinhos.


      Quem assistiu aos filmes "Sideways" (2004) ou "Bottle Shock" (2008) e ficou com água na boca pode percorrer as rotas traçadas pelos diretores ou fazer o seu próprio roteiro de degustação entre as cerca de 2.700 vinícolas do Estado norte-americano da Califórnia. A combinação de clima e solo faz da região um dos principais destinos do mundo para enólogos e amantes do vinho.

A Califórnia é responsável por 90% da produção de vinho dos Estados Unidos e é a quarta produtora mundial da bebida, depois de França, Itália e Espanha, segundo dados do Instituto do Vinho (Califórnia Wine Institute). Anualmente, o Estado atrai cerca de 20 milhões de turistas para as regiões dedicadas à vinicultura, de acordo com o órgão oficial de turismo, California Travel and Tourism Commission.

Todo esse interesse advém da qualidade do produto fabricado e da grande variedade de uvas cultivadas no Estado —cerca de cem, segundo o Instituto do Vinho. Cada variedade de uva tem aroma e sabor próprios, o que contribui para o resultado final da bebida.

Os vinhos produzidos na Califórnia são classificados, em sua maioria, como de mesa (graduação alcoólica de 10° a 13°), espumante (gaseificado) ou de sobremesa (doce). Chardonnay é o tipo mais popular entre os norte-americanos, respondendo por 19% da venda da bebida nos supermercados e lojas de conveniência do país. Outros brancos também fazem sucesso, a exemplo das variedades zinfandel —típica da Califórnia—, sauvignon blanc, pinot gris, viognier, riesling, moscatel e gewürztraminer. Entre os tintos, a Califórnia produz excelentes vinhos dos tipos cabernet sauvignon, pinot noir, syrah, merlot, zinfandel, grenache, tempranillo, malbec, petite sirah, cabernet franc e sangiovese.

Orgulhosos de sua produção, vinicultores californianos dizem que o Estado é a melhor região do mundo para degustar vinhos. "É preciso viajar por toda a França para conhecer as variedades de uva encontradas na Califórnia", diz Jim Fiolek, diretor executivo da Associação de Vinicultores de Santa Bárbara —uma das mais importantes regiões vinícolas dos EUA. Os microclimas e solos de Santa Barbara fazem da região a mais famosa produtora de chardonnay, pinot noit e syrah do país.

     Onde ir

     Além de Santa Barbara, pelo menos oito regiões californianas se dedicam quase que totalmente à vinicultura —Napa, Sonoma, Mendocino, Russian River, Lake, Amador, Monterey, Santa Cruz, San Luis Obispo. Embora em menor concentração, também abrigam boas vinícolas as regiões de San Joaquin, Sacramento, Marin, Solano, San Diego, Alameda, San Bernardino e Riverside. Com tanta diversidade, fica difícil apontar a melhor região para degustação. Todas têm excelentes vinícolas, e o melhor destino depende da variedade de uva preferida do viajante.

                                          Russian River - Sonoma County/ Califórnia

Quem conhece pouco deve começar a viagem por Napa —região norte do Estado que fica menos de uma hora de carro de San Francisco— ou por Santa Barbara, a cerca de uma hora e meia de Los Angeles. Além de próximas de grandes cidades, as duas regiões têm grande variedade de uva e de vinhos.

                                             Alexander Valley - Mendocino/ Califórnia

A maioria dos fabricantes que organizam tour pela vinícola cobra mais, mas alguns oferecem visitas guiadas gratuitas. Os tours são educativos e mostram as instalações e todo o processo de produção da bebida. Muitos turistas contratam tours particulares e vão até as salas de degustação de limousine, de jeep ou de biblicleta.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Pinotage, e seus segredos.


Pinotage é uma uva tinta surgida em 1925, do cruzamento das castas Pinot Noir e Cinsault (na África do Sul, a Cinsault é conhecida por "hermitage", que explica o porque da palavra "pinotage", combinação de PINOt + hermiTAGE). Saboroso e moderno, com o típico sabor da Pinotage, a mais emblemática uva da África do Sul, este ótimo tinto é elaborado por Beyers Truter, o maior especialista nesta casta. Rico e intenso, um vinho de encher a boca, marcante nas frutas vermelhas, principalmente na amora e cereja, especiárias, tais como pimenta e chocolate, de bastante caráter, é um enorme sucesso, com ótima relação qualidade/preço! O vinho favorito de muitos restaurantes sul-africanos.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Pinot Noir


 
Esta é a uva usada para fazer vinho tinto na Borgonha. É extremamente sensível a condições climáticas, além do seu cultivo ter resultados limitados, tornado-a assim de produção díficil e cara. Sendo raramente misturada a outro vinho, as Pinot Noir fazem um vinho tinto de cor clara e de corpo leve a médio, com um aroma de morango ou mesmo framboesa. Os melhores exemplos do Pinot Noir são os da Borgonha; este são conhecidos como os vinhos tintos mais suntuosos do mundo, mas regiões como a Nova Zelândia e o Oregon nos Estados Unidos estão tendo sucesso com suas produções.